terça-feira, 4 de dezembro de 2012

Família Arruda - Castelo Branco


1 - Descendência do Tenente Coronel Mathias Pereira Castello Branco
1.5 - Descendência do Capitão Antonio Pereira Castello Branco
1.5.4 - Descendência do Coronel Manoel Felippe Pereira Castello Branco
1.5.4.1 – Descendência do Tenente Coronel Pedro José Pereira Castello Branco

1.5.4.1.8 -Thereza Castello Branco Bezerra (Teinha)
            Filha de Pedro José Pereira Castello Branco e de Theresa Antonia Feitosa Castello Branco. Nascida em Baturité a 14/01/1860 e falecida no Rio de Janeiro a 07/01/1948. Casou-se com Francisco Soares Bezerra, nascido em Quixeramobim e falecido em Fortaleza a 08/01/1916, filho do Dr. Manuel Soares da Silva Bezerra e de Maria Thereza de Albuquerque Lima.
          2º Secretario da Sociedade Redentora Baturiteense – 24/01/1883.
          Em 1909, Francisco Soares Bezerra, iniciou em Baturité a publicação do Jornal “O Semanário”, junto com Antonio Furtado.

Pais de:

1.5.4.1.8.1 - José Soares Bezerra (Zeca).
1.5.4.1.8.2 - Luiz Soares Bezerra
1.5.4.1.8.3 - Maria de Nazare Soares Bezerra (Sazinha)
1.5.4.1.8.4 - Vicente Soares Bezerra
1.5.4.1.8.5 - Pedro Soares Bezerra
1.5.4.1.8.6 - Manoel Soares da Silva Bezerra Neto
1.5.4.1.8.7 - Margarida Soares Arruda
1.5.4.1.8.8 - José Murilo Soares Bezerra

1.5.4.1.8.7 - Margarida Soares Arruda
          Nascida em Baturité a 01/12/1892 e falecida no Rio de Janeiro a 12/05/1945.
Casou-se em Baturité a 08/12/1909, com Jeremias Arruda (Jeremias Gervásio Vasconcelos Arruda), nascido em Santo Antonio do Aracati-Acu, Sobral-Ce. a 05/03/1882 e falecido no Rio de Janeiro a 02/06/1969, filho de Miguel de Arruda e Maria do Livramento Vasconcelos Arruda.
          Jeremias estudou em Baturité na Escola Pública do Professor Frutuoso Paiva, passando depois para o Colégio do Dr. Antonio Pompeu Coelho Arruda.
          Tornou-se sócio da Firma Arruda & Filho. 
          Adquiriu o Sitio Paraná, no vale do Riachão do Panta, Candeia, onde iniciou o beneficiamento da Cana-de-açucar.
          Em 28/05/1913, participou da Reunião de Organização do Directorio do Partido Republicano em Baturité.
             Durante a PRIMEIRA Guerra Mundial, desenvolveu comércio de exportação para a Europa e América do Norte com os artigos rapadura moída e sementes oleaginosas. O Governo Britânico colocou a sua disposição um navio para o embarque de grande quantidade de mercadorias. Mas o dito navio foi torpedeado antes de sua chegada ao Porto de Fortaleza, sendo substituído por outro que fez o transporte.
          Moravam na casa onde nasceu e morou Luiz Severiano Ribeiro, na Avenida 7 de Setembro, esquina da Praça Waldemar Falcão. (Mundin de Baturité pág. 27)
          Mandou construir na Praça do Carmo, em Fortaleza, um confortável prédio para sua residência, onde atualmente Funciona o Instituto do Ceará e o Museu Histórico do Estado.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.1 - Luiz Soares Arruda
1.5.4.1.8.7.2 - Carlos Augusto Soares Arruda
1.5.4.1.8.7.3 - Maria Lúcia Arruda Ferreira Pontes
1.5.4.1.8.7.4 - Maria Luiza Arruda Correa
1.5.4.1.8.7.5 - Miguel Edmar Soares Arruda
1.5.4.1.8.7.6 - Francisco Soares Arruda
1.5.4.1.8.7.7 – José Soares Arruda
1.5.4.1.8.7.8 - Jeremias Gerardo Soares Arruda
1.5.4.1.8.7.9 - Maria José Soares Arruda
1.5.4.1.8.7.10 - Thereza Arruda Correia
1.5.4.1.8.7.11 - Rita Arruda Leal Ferreira

1.5.4.1.8.7.1 - Luiz Soares Arruda   
           Nascido em Baturité, a 26 de Abril de 1911.
           Casou-se no Rio de Janeiro, a 08 de Dezembro de 1937, com Clice Itagyba Arruda, nascida em São João Nepomuceno (MG), a 02 de Maio de 1920, e falecida no Rio de Janeiro, a 24 de Novembro de 1983, filha de Plínio Nogueira Itagyba e Maria do Carmo Mota Itagyba. Técnico em Administração, Funcionário da Petrobrás.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.1.1 – Vicente de Paula Maria Arruda
1.5.4.1.8.7.1.2 – Luiz Eduardo Maria Arruda
1.5.4.1.8.7.1.3 – Mauro Fernando Maria Arruda
1.5.4.1.8.7.1.4 – José Augusto Maria Arruda
1.5.4.1.8.7.1.5 – Sérgio Lúcio Maria Arruda
1.5.4.1.8.7.1.6 – Leila Maria Arruda Tapajós Gomes

 1.5.4.1.8.7.1.1 – Vicente de Paula Maria Arruda
            Nascido no Rio de Janeiro a 19/07/1940. Casou-se com Zita Gomes Arruda

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.1.1.1 – Sérgio Ricardo Gomes Arruda
            Nascido no Rio de Janeiro a 29/08/1965.

1.5.4.1.8.7.1.2 – Luiz Eduardo Maria Arruda
          Casou-se com Lúcia Cavalcante Reis Arruda

          Pais de: 

1.5.4.1.8.7.1.2.1 – Rafael Cavalcante Reis Arruda
            Nascido no Rio de Janeiro a 26/11/1976. 

1.5.4.1.8.7.1.3 – Mauro Fernando Maria Arruda
          Nascido no Rio de Janeiro a 11/01/1947. Casou-se com Lúcia Helena Ponce de Léon Arruda

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.1.3.1 – Marcos Ponce de Leon Arruda
1.5.4.1.8.7.1.3.2 - André Ponce de Léon Arruda
1.5.4.1.8.7.1.3.3 - Guilherme Ponce de Léon Arruda
1.5.4.1.8.7.1.3.4 - Fernanda Ponce de Léon Arruda

1.5.4.1.8.7.1.3.1 – Marcos Ponce de Léon Arruda
          Nascido no Rio de Janeiro a 24/06/1973.

1.5.4.1.8.7.1.3.2 - André Ponce de Léon Arruda
           Nascido no Rio de Janeiro a 01/07/1976.

1.5.4.1.8.7.1.3.3 - Guilherme Ponce de Léon Arruda
          Nascido no Rio de Janeiro a 06/12/1977.

1.5.4.1.8.7.1.3.4 - Fernanda Ponce de Léon Arruda
          Nascido a Rio de Janeiro a 18/12/1981.

1.5.4.1.8.7.1.4 – José Augusto Maria Arruda
          Nascido no Rio de Janeiro a 28/12/1947 e falecido a 10/07/1976.

1.5.4.1.8.7.1.5 – Sérgio Lúcio Maria Arruda
          Nascido no Rio de Janeiro a 14/07/1951. Casou-se com Ana Maria Pereira Arruda.

1.5.4.1.8.7.1.6 – Leila Maria Arruda Tapajós Gomes
          Nascida no Rio de Janeiro a 16/10/1953. Casou-se com Mauro Francisco Lafaiete Tapajós Gomes

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.1.6.1 - Eduardo Arruda Tapajós Gomes
          Nascido em Chicago, EUA a 30/05/1977.

1.5.4.1.8.7.2 - Carlos Augusto Soares Arruda
          Nascido em Baturité, a 26 de Outubro de 1912. Casou-se a 04 de março de 1939 com Regina Maria da Silva Arruda, nascida em Saquarema (RJ), a 07 de Setembro de 1916, filha de Pedro Manoel da Silva e Felicissima Maria Gomes da Silva.
Técnico de Administração.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.2.1 – Vera Lúcia da Silva Arruda
1.5.4.1.8.7.2.2 – Plínio César da Silva Arruda
1.5.4.1.8.7.2.3 - Dulce Maria Silva Arruda
1.5.4.1.8.7.2.4 - Regina Helena da Silva Arruda
1.5.4.1.8.7.2.5 - Carlos Alberto Silva Arruda
1.5.4.1.8.7.2.6 - Célia Margarida Silva Arruda
1.5.4.1.8.7.2.7 - Dulce Maria Silva Arruda
1.5.4.1.8.7.2.8 - Dulce Maria Silva Arruda

1.5.4.1.8.7.2.1 – Vera Lúcia da Silva Arruda
          Nascida no Rio de Janeiro a 03/02/1940. Casou-se com Roberto de Belis. 

1.5.4.1.8.7.2.2 – Plínio César da Silva Arruda
          Nascido no Rio de Janeiro a 01/11/1941. Casou-se com Elizabete Fonseca da Silva Arruda (Bessye).

          Pais de;

1.5.4.1.8.7.2.2.1 - Gustavo Adolfo Viveiros Arruda
1.5.4.1.8.7.2.2.2 - Guilherme Otávio Viveiros Arruda
1.5.4.1.8.7.2.2.3 - Flávio Augusto Viveiros Arruda
          
1.5.4.1.8.7.2.2.1 - Gustavo Adolfo Viveiros Arruda
            Nascido em Brasília a 29/07/1975.

1.5.4.1.8.7.2.2.2 - Guilherme Otávio Viveiros Arruda
            Nascido em Brasília a 13/01/1977.

1.5.4.1.8.7.2.2.3 - Flávio Augusto Viveiros Arruda
Nascido em Brasília a 14/11/1979.

 1.5.4.1.8.7.2.3 - Dulce Maria Silva Arruda
            Nascida no Rio de Janeiro a 28/04/1943 e falecida a 22/12/1954.

1.5.4.1.8.7.2.4 - Regina Helena da Silva Arruda
Nascida no Rio de Janeiro a 03/03/1944. Casou-se com Carlos Alberto Pinto Heluey

1.5.4.1.8.7.2.5 - Carlos Alberto Silva Arruda
            Nascido no Rio de Janeiro a 14/07/1945. Casou-se com Idelma Cândida Sivieri Arruda.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.2.5.1 - Mariana Sivieri Arruda
1.5.4.1.8.7.2.5.2 - Daniel Diviei Arruda

1.5.4.1.8.7.2.5.1 - Mariana Sivieri Arruda
          Nascida em São Paulo a 05/12/1976.

1.5.4.1.8.7.2.5.2 - Daniel Diviei Arruda
          Nascido em São Paulo a 06/06/1983.

1.5.4.1.8.7.2.6 - Célia Margarida Silva Arruda
          Nascida em Rio de Janeiro a 29/05/1951. Constituiu união estável com Ivo Henrique Borges Espíndola.

1.5.4.1.8.7.2.7 - Dulce Maria Silva Arruda
          Nascida no Rio de Janeiro a 18/06/1956. Faleceu infante.

1.5.4.1.8.7.2.8 - Dulce Maria Silva Arruda
          Nascida no Rio de Janeiro a 28/09/1958. Faleceu infante.

1.5.4.1.8.7.3 - Maria Lucia Arruda Ferreira Pontes
             Nascida em Baturité, a 16 de Maio de 1914. Casou-se no Rio de Janeiro a 19 de março de 1941, com Renato Ferreira Pontes Sobrinho, nascido em Salvador (BA), a 21 de Abril de 1914, e falecido no Rio de Janeiro, a 23 de Dezembro de 1954, filho de Mário Afonso Ferreira Pontes e Dulce Ferreira Pontes. Funcionária Federal

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.3.1 - José Rogério Arruda Pontes
1.5.4.1.8.7.3.2 - Henrique José Arruda Pontes
1.5.4.1.8.7.3.3 - Margarida Pontes de Arruda
1.5.4.1.8.7.3.4 - José Eymard Arruda Pontes
1.5.4.1.8.7.3.5 - José Roberto Arruda Pontes

1.5.4.1.8.7.3.1 - José Rogério Arruda Pontes
             Nascido no Rio de Janeiro a 27/01/1945 e falecido a 12/06/1973. Casou-se com Rita Maria Mendonça Arruda Pontes.

           Pais de:

1.5.4.1.8.7.3.1.1 - Alexandre Mendonça Arruda Pontes
             Nascido no Rio de Janeiro a 03/04/1973.

1.5.4.1.8.7.3.2 - Henrique José Arruda Pontes
             Nascido no Rio de Janeiro a 22/01/1946. Casou-se em 04/03/1960 com Maria de Pugga Pontes.

           Pais de:

1.5.4.1.8.7.3.2.1 - Ana Paula de Pugga Pontes
Nascida no Rio de Janeiro a 11/05/1979.


Henrique José Arruda Pontes constituiu união estável com Creusa Jussara da Silva Leitão.

           Pais de:

1.5.4.1.8.7.3.2.2 - Renata da Silva Pontes
1.5.4.1.8.7.3.2.3 - Rosana da Silva Pontes

1.5.4.1.8.7.3.2.2 - Renata da Silva Pontes
               Nascida no Rio de Janeiro a 30/11/1970.

1.5.4.1.8.7.3.2.3 - Rosana da Silva Pontes
               Nascida em Rio de Janeiro a 25/02/1976. 

 
1.5.4.1.8.7.3.3 - Margarida Pontes de Arruda
             Nascida no Rio de Janeiro a 29/06/1947. Casou-se com Osvaldo José Parente de Arruda.

Pais de:

1.5.4.1.8.7.3.3.1 - André Pontes de Arruda
1.5.4.1.8.7.3.3.2 - Daniel Pontes de Arruda

1.5.4.1.8.7.3.3.1 -André Pontes de Arruda
            Nascido no Rio de Janeiro a 26/07/1977.

1.5.4.1.8.7.3.3.2 - Daniel Pontes de Arruda
Nascido no Rio de Janeiro a 19/06/1979.
   
1.5.4.1.8.7.3.4 - José Eymard Arruda Pontes
            Nascido no Rio de Janeiro a 18/10/1948. Casou-se Marucia Azengo Pontes.
 
             Pais de:

1.5.4.1.8.7.3.4.1 - Marcelo Azengo Pontes
1.5.4.1.8.7.3.4.2 - Suzana Azengo Pontes 

1.5.4.1.8.7.3.4.1 - Marcelo Azengo Pontes
             Nascido no Rio de Janeiro a 29/01/1975.

1.5.4.1.8.7.3.4.2 - Suzana Azengo Pontes
Nascida no Rio de Janeiro a 04/05/1979.

1.5.4.1.8.7.3.5 - José Roberto Arruda Pontes   
            Nascido no Rio de Janeiro a 01/11/1952.

 1.5.4.1.8.7.4 - Maria Luíza Arruda Correa       
          Nascida em Fortaleza, a 26 de junho de 1916.  Casou-se no Rio de Janeiro, a 12 de Novembro de 1940, com Dr. Homem Bemby Correa, nascido no Rio de Janeiro, em 11 de Novembro de 1912, filho de Alcino Bemby Correa e Maria Victoria da Costa Correa. 

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.4.1 – Luiz Fernando Arruda Correa
          Nascido no Rio de Janeiro a 30/08/1941. Casou-se em primeiras núpcias com Celina Lúcia Barreiros Correa.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.4.1.1 - Adriana Barreiros Correa
          Nascida no Rio de Janeiro - 28/01/1972. Casou-se em segundas núpcias com Hedwiges Peltier Correa.

1.5.4.1.8.7.5 - Miguel Edmar Soares Arruda
Nascido em Fortaleza, a 14 de Abril de 1918. Contador e Economista, aposentado do INSS. Casou-se no Rio de Janeiro, a 08 de Dezembro de 1942, com Máuria Minghini Silva, nascida em Vitória (ES), a 03 de Novembro de 1924, filha de Maurício Silva e Maria Minghini Silva.

Pais de:

1.5.4.1.8.7.5.1 - José Maurício Silva Arruda
1.5.4.1.8.7.5.2 - Paulo Roberto Silva Arruda
1.5.4.1.8.7.5.3 - João Carlos Silva Arruda
1.5.4.1.8.7.5.4 - Margarida Maria Silva Arruda
1.5.4.1.8.7.5.5 - Célia Maria Silva Arruda

Constituiu união estável com Inês Meira, nascida em Castelo, ES - 28 de Outubro de 1941, filha de Evaristo Rodrigues Meira e Maria Freire Meira.   

1.5.4.1.8.7.5.6 - Ricardo Wagner Meira Arruda
1.5.4.1.8.7.5.7 - Marcelo Luiz Meira Arruda 

1.5.4.1.8.7.5.1 – José Mauricio Silva Arruda
          Nascido no Rio de Janeiro a 18/09/1943. Casou-se com Maria Luiza de Souza Barros.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.5.1.1 – Ana Paula Silva Arruda
          Nascida no Rio de Janeiro a 10/11/1963.

1.5.4.1.8.7.5.2 - Paulo Roberto Silva Arruda       
           Nascido no Rio de Janeiro a 15/12/1944.  Casou-se com Maria de Lourdes de Mendonça Arruda.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.5.2.1 - Daniela Mendonça Arruda
1.5.4.1.8.7.5.2.2 - Paula Mendonça Arruda

1.5.4.1.8.7.5.2.1 - Daniela Mendonça Arruda
          Nascida no Rio de Janeiro a 21/01/1972. Casou-se com Anderson Rodrigues Batista.

Pais de:

1.5.4.1.8.7.5.2.1.1 - Yasmin Mendonça Batista
1.5.4.1.8.7.5.2.1.2 - Luana Mendonça Batista

1.5.4.1.8.7.5.2.1.1 - Yasmin Mendonça Batista
            Nascida no Rio de Janeiro a 16/01/1997. 

1.5.4.1.8.7.5.2.1.2 - Luana Mendonça Batista
            Nascida no Rio de Janeiro a 25/03/1999. 

1.5.4.1.8.7.5.2.2 - Paula Mendonça Arruda
            Nascida no Rio de Janeiro a 21/11/1975.    

Paulo Roberto Silva Arruda constituiu união estável com Marisa Tesch.
 
1.5.4.1.8.7.5.2.3 – Tatiana Tesch Arruda
          Nascida no Rio de Janeiro a 18/07/1877.   

 1.5.4.1.8.7.5.3 - João Carlos Silva Arruda
          Nascido no Rio de Janeiro a 23/06/1946 e falecido a 23/12/2002. Casou-se em primeiras núpcias com Valma Rohen de Mendonça Arruda.
    
           Pais de:        

 1.5.4.1.8.7.5.3.1 - Cassiana Maria de Mendonça Arruda
          Nascida no Rio de Janeiro a 30/11/1973. 

           João Carlos Silva Arruda, casou-se em segundas núpcias com Mônica Dias Carneiro

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.5.3.2 – Alexandre Dias Carneiro Arruda
          Nascido no Rio de Janeiro a 06/06/1986.

1.5.4.1.8.7.5.4 - Margarida Maria Silva Arruda
          Nascida no Rio de Janeiro - 01/11/1948. Constituiu união estável com Francisco Assis Marques.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.5.4.1 - Miguel Edmar Soares Arruda Neto
         Nascido no Rio de Janeiro a 30/08/1983. 

1.5.4.1.8.7.5.5 - Célia Maria Silva Arruda
         Nascida no Rio de Janeiro - 26/11/1950. Casou-se com José Arthur Bandeira Castor.

         Pais de:

1.5.4.1.8.7.5.5.1 - Patrícia Arruda Castor
1.5.4.1.8.7.5.5.2 - Juliano Arruda Castor
1.5.4.1.8.7.5.5.3 - Fabiano Arruda Castor

1.5.4.1.8.7.5.5.1 - Patrícia Arruda Castor
          Nascida no Rio de Janeiro a 14/05/1969.

1.5.4.1.8.7.5.5.2 - Juliano Arruda Castor
          Nascido no Rio de Janeiro a 09/07/1978.

1.5.4.1.8.7.5.5.3 - Fabiano Arruda Castor
          Nascido no Rio de Janeiro a 09/07/1978.

          Célia Maria Silva Arruda, constituiu união estável com Antônio Valente de Castro.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.5.5.4 - Marcella Arruda Castro
            Nascida no Rio de Janeiro a 08/06/1983.

 1.5.4.1.8.7.5.6 - Ricardo Wagner Meira Arruda
          Nascido no Rio de Janeiro a 11/05/1964.

1.5.4.1.8.7.5.7 - Marcelo Luiz Meira Arruda
          Nascido no Rio de Janeiro a 02/03/1970.

1.5.4.1.8.7.6   - Francisco Soares Arruda
          Nascido em Fortaleza a 27/09/1920. Casou-se no Rio de Janeiro, a 31 de Maio de 1946,com Célia Itagyba Arruda, nascida em São João Nepomuceno (MG), a 21/06/1922, filha de Plínio Nogueira Itagyba e Maria do Carmo Motta Itagyba.
          Assessor do Senado Federal.

Pais de: 

1.5.4.1.8.7.6.1 – Maria do Carmo Arruda Furtado
1.5.4.1.8.7.6.2 – Francisco José Itagyba Arruda

1.5.4.1.8.7.6.1 – Maria do Carmo Arruda Furtado
          Nascida no Rio de Janeiro a 05/07/1947. Casou-se com Aleixo Anderson de Souza Furtado.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.6.1.1 – Tatiana Arruda Furtado
1.5.4.1.8.7.6.1.2 – Danilo Arruda Furtado
1.5.4.1.8.7.6.1.3 – Leandro Arruda Furtado
1.5.4.1.8.7.6.1.4 - Rafael Arruda Furtado

1.5.4.1.8.7.6.1.1 – Tatiana Arruda Furtado
          Nascida em Brasília DF a 06/07/1973.

1.5.4.1.8.7.6.1.2 – Danilo Arruda Furtado
          Nascido em Brasília DF a 10/11/1975.

1.5.4.1.8.7.6.1.3 – Leandro Arruda Furtado
          Nascido em Brasília DF a 16/11/1976 e falecido a 07/01/1977.

1.5.4.1.8.7.6.1.4 - Rafael Arruda Furtado
          Nascido a Brasília DF a 03/05/1978.

1.5.4.1.8.7.6.2 – Francisco José Itagyba Arruda
          Nascido no Rio de Janeiro a 06/03/1952. Casou-se com Ana Lúcia da Silva Nunes Arruda.
 
          Pais de:

1.5.4.1.8.7.6.2.1 – Andréia da Silva Nunes Arruda
1.5.4.1.8.7.6.2.2 – Luciana da Silva Nunes Arruda

1.5.4.1.8.7.6.2.1 – Andréia da Silva Nunes Arruda
          Nascida no Rio de Janeiro a 08/10/1979.

1.5.4.1.8.7.6.2.2 – Luciana da Silva Nunes Arruda
          Nascida no Rio de Janeiro a 07/04/1982.     

1.5.4.1.8.7.7 – José Soares Arruda
            Nascido em Fortaleza a 22/08/1922. Casou-se no Rio de Janeiro, a 08/12/1949, com Maria de Lourdes Lopes Arruda, nascida no Rio de Janeiro, a 20/01/1929, filha de Herculano Lopes e Senhorinha Lopes. Advogado.

         Pais de:


1.5.4.1.8.7.7.1 – Beatriz Maria Arruda de Araújo Pinheiro
1.5.4.1.8.7.7.2 – Marília Lopes Arruda

1.5.4.1.8.7.7.1 – Beatriz Maria Arruda de Araújo Pinheiro
          Nascida no Rio de Janeiro a 19/05/1953. Casou-se Rubens Souza de Araújo Pinheiro.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.7.1.1 – Felipe Arruda de Araújo Pinheiro
1.5.4.1.8.7.7.1.2 – Miguel Arruda de Araújo Pinheiro 

1.5.4.1.8.7.7.1.1 – Felipe Arruda de Araújo Pinheiro
          Nascido no Rio de Janeiro a 20/08/1975.

1.5.4.1.8.7.7.1.2 – Miguel Arruda de Araújo Pinheiro
          Nascido no Rio de Janeiro a 09/01/1978.

1.5.4.1.8.7.7.2 – Marília Lopes Arruda
          Nascida no Rio de Janeiro a 06/09/1957. Casou-se com Pedro Luiz Papi de Moraes.

1.5.4.1.8.7.8 - Jeremias Gerardo Soares Arruda             
            Nascido em Fortaleza a 12/03/1924 e falecido em Fortaleza a 16/09/1924.

 1.5.4.1.8.7.9 - Maria José Soares Arruda           
            Nascida em Fortaleza a 08/01/1926 e falecida em Fortaleza em 10/01/1926.

1.5.4.1.8.7.10 - Thereza Arruda Correia       
          Nascida em Belém (PA) a 14/11/1927. Casou-se no Rio de Janeiro, a 08/12/1948, com Dr. Pedro Correa Filho, nascido em Maceió (AL), a 02/06/1923, filho de Pedro Correa e Carmelita Melo Correa. Assistente Social.

 Pais de:

1.5.4.1.8.7.10.1 – Thereza Margarida Arruda Correia
1.5.4.1.8.7.10.2 – Paulo de Tarso Arruda Correia
1.5.4.1.8.7.10.3 – Carlos Frederico Arruda Correia
1.5.4.1.8.7.10.4 – Maria de Fátima Arruda Correia
1.5.4.1.8.7.10.5 – Maria Tereza Arruda Correia
1.5.4.1.8.7.10.6 – Maria Letícia Arruda Correia
1.5.4.1.8.7.10.7 – Maria Dulce Arruda Correia
1.5.4.1.8.7.10.8 – Pedro Paulo Arruda Correia
1.5.4.1.8.7.10.9 – Maria Luiza Arruda Correia

1.5.4.1.8.7.10.1 – Thereza Margarida Arruda Correia
          Nascida no Rio de Janeiro. Falecida Infante.

1.5.4.1.8.7.10.2 – Paulo de Tarso Arruda Correia
          Nascido no Rio de Janeiro a 04/11/1950. Casou-se Com Ana Bernadete Leão Correia.
 
          Pais de:

1.5.4.1.8.7.10.2.1 – Rafael Leão Correia
1.5.4.1.8.7.10.2.2 – Tiago Leão Correia

1.5.4.1.8.7.10.2.1 – Rafael Leão Correia
          Nascido no Rio de Janeiro a 10/02/1982.

1.5.4.1.8.7.10.2.2 – Tiago Leão Correia
          Nascido no Rio de janeiro a 31/10/1983.

1.5.4.1.8.7.10.3 – Carlos Frederico Arruda Correia
          Nascido no Rio de Janeiro a 04/05/1952. Casou-se com Margareth Ogliari Arruda Correia.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.10.3.1 – Carlos Frederico Ogliari Arruda Correia
1.5.4.1.8.7.10.3.2 – Felipe Ogliari Arruda Correia

1.5.4.1.8.7.10.3.1 – Carlos Frederico Ogliari Arruda Correia
          Nascido no Rio de Janeiro a 23/09/1980.

1.5.4.1.8.7.10.3.2 – Felipe Ogliari Arruda Correia
          Nascido no Rio de Janeiro a 13/09/1983.

1.5.4.1.8.7.10.4 – Maria de Fátima Arruda Correia
          Nascida no Rio de Janeiro a 04/07/1953.

1.5.4.1.8.7.10.5 – Maria Tereza Arruda Correia
          Nascida no Rio de Janeiro a 25/11/1954. Casou-se com Fernando Pires Coutinho.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.10.5.1 – Gabriel Correia Coutinho
1.5.4.1.8.7.10.5.2 – Renata Correia Coutinho

1.5.4.1.8.7.10.5.1 – Gabriel Correia Coutinho
          Nascido no Rio de Janeiro a 13/10/1980.

1.5.4.1.8.7.10.5.2 – Renata Correia Coutinho
          Nascida no Rio de Janeiro a 06/10/1981.

1.5.4.1.8.7.10.6 – Maria Letícia Arruda Correia
          Nascida no Rio de Janeiro a 11/04/1956. Casou-se com Nilton Ferreira Meliga.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.10.6.1 – Mariana Correia Meliga
          Nascida no Rio de Janeiro a 04/04/1979.

1.5.4.1.8.7.10.7 – Maria Dulce Arruda Correia
          Nascida no Rio de Janeiro a 29/05/1957.

1.5.4.1.8.7.10.8 – Pedro Paulo Arruda Correia
          Nascido no Rio de Janeiro a 14/10/1959.

1.5.4.1.8.7.10.9 – Maria Luiza Arruda Correia
          Nascida no Rio de Janeiro a 03/01/1962. 

1.5.4.1.8.7.11 - Rita Arruda Leal Ferreira  
          Nascida no Rio de Janeiro a 01/04/1930. Casou-se no Rio de Janeiro, a 19/03/1952, com Dr. Arthur Fontes Leal Ferreira, nascido no Rio de Janeiro, a 06/02/1930, filho de Luiz Leal Ferreira e Maria Luiza Fontes Leal Ferreira.

           Pais de:
 

1.5.4.1.8.7.11.1 – Eugênio Arruda Leal Ferreira
1.5.4.1.8.7.11.2 – Eduardo Arruda Leal Ferreira
1.5.4.1.8.7.11.3 – Guilherme Luiz Leal Ferreira
1.5.4.1.8.7.11.4 – Artur Arruda Leal Ferreira

1.5.4.1.8.7.11.1 – Eugênio Arruda Leal Ferreira
          Nascido no Rio de Janeiro a 07/10/1953. Casou-se com Maria Victória Vaz Leal Ferreira.

          Pais de:

1.5.4.1.8.7.11.1.1 – Renata Vaz Leal Ferreira
1.5.4.1.8.7.11.1.2 - Paula Vaz Leal Ferreira
1.5.4.1.8.7.11.1.3 – Luiz Eugênio Leal Ferreira

1.5.4.1.8.7.11.1.1 – Renata Vaz Leal Ferreira
          Nascida no Rio de Janeiro a 22/06/1980.

1.5.4.1.8.7.11.1.2 - Paula Vaz Leal Ferreira
          Nascida no Rio de Janeiro a 16/12/1982. 

1.5.4.1.8.7.11.1.3 – Luiz Eugênio Leal Ferreira
          Nascido no Rio de Janeiro a 02/07/1984.

1.5.4.1.8.7.11.2 – Eduardo Arruda Leal Ferreira
          Nascido no Rio de Janeiro a 10/08/1955.

1.5.4.1.8.7.11.3 – Guilherme Luiz Leal Ferreira
          Nascido no Rio de Janeiro a 13/05/1958. Casou-se com Sandra Regina Nunes Leal Ferreira.

1.5.4.1.8.7.11.4 – Artur Arruda Leal Ferreira
          Nascido no Rio de Janeiro a 21/12/1965.

domingo, 4 de novembro de 2012

Quintino Cunha

Copiando de "maninhodebaturite.com.br"


QUINTINO CUNHA

Colaboração do Baturiteense Emílio Cordeiro Maciel

Como o Ceará é um Estado sem história que tem um povo sem memória, aí vai…

Quintino Cunha, o Pai do Canelau

José Quintino da Cunha

* Itapajé, 24 de julho de 1875;

+ Fortaleza, 1º de junho de 1943

Foi advogado, escritor e poeta cearense. Bacharelou-se pela Faculdade de Direito do Ceará em 1909, e a partir de então começou a exercer a profissão de advogado criminalista.

Foi deputado estadual na década de 1910, mas logo desistiu da carreira de político e encabeçou a campanha do Bode Ioiô para Vereador de Fortaleza, fazendo o animal tirar votos suficientes para ser eleito, caso possível fosse.

Ficou bastante conhecido por seu estilo irreverente e carismático, também lembrado pelas anedotas que contava. É tido como o mais lendário de nossos humoristas literários, o maior de nossos poetas cults. Excêntrico sem ser snob. Feio mas cativante. Eternamente esquecido, sempre resgatado, figura ao lado dos grandes mestres do improviso literário ferino, como Bernard Shaw, Quevedo e Swift, sendo considerado pelo crítico Agripino Grieco “o maior humorista brasileiro de todos os tempos”.

Menino ainda, Quintino Cunha foi convidado a passar uns dias das suas férias na casa de dois coleguinhas de colégio. Convite aceito viajou até a casa combinada onde deveria hospedar-se por alguns dias, com os convidantes anfitriões. Lá chegando, não encontrou os colegas que haviam viajado para outro destino, sem deixar recado. As tias idosas dos meninos, donas da casa, convidaram-no a ficar e aguardar a chegada dos seus sobrinhos.

Quintino não se fez de rogado e, aceitando o convite, ficou!

À noite não lhe ofereceram jantar e nem café, ou almoço no dia seguinte. Ele matou a fome com as fruteiras do quintal. Resolveu ir embora dali e o fez, deixando um bilhete sobre a mesa:

“Adeus casinha da fome,

Nunca mais me verás tu

Criei ferrugem nos dentes

E teia de aranha no “cu.”

Já célebre advogado, a fama de Quintino Cunha era grande no Nordeste.

Tinha havido um crime no interior da Paraíba, onde pai e filho assassinaram um adversário político. Para defendê-los, convidaram o célebre causídico. Este fez a defesa com muita propriedade conseguindo a absolvição dos réus. A cidade fez festa de comemoração pela semana, hospedando Dr. Quintino no melhor hotel. Sua fama correu rápida por todo o município e o feito atingiu proporções.

Eis que surge no hotel um humilde casal dos sítios afastados. O marido dirigiu-se ao advogado expondo-lhe o desejo de um desquite, em face dos desentendimentos do casal. Dr. Quintino então pergunta se o marido possui algum bem, alguma propriedade.

- Não doutor, eu nada “pissuo” e trabalho alugado, em sítios alheios.

Vira-se para a esposa e faz-lhe idêntica pergunta, vindo a resposta:

- Doutor, pra que a verdade lhe seja dita eu ainda tenho menos que ele.

Dr. Quintino respondeu-lhes em versos:

“A questão é muito tola!

Aqui mesmo, eu os desquito.

Fique ele com sua rola

E ela com o seu “priquito.”

Conhecido e até hoje contado pelos freqüentadores da Praça do Ferreira, o causo da defesa do deficiente físico conhecido apenas como Francisco, apelidado de “Chico Mêi Cu”, foi uma das mais famosas proezas de Quintino Cunha.

Conta-se que nos idos anos 20, um pobre deficiente físico, sem pai nem mãe, sem eira nem beira, mancava pelas ruas do Centro da pequena Fortaleza, onde fazia os biscates que lhe davam o pouco para o sustento. Encabulado, quieto e calado, aparentava não dar importância ao canelau que mangava à sua passagem: “Chico Mêi Cu!”, “Chico Mêi Cu!”, “Chico Mêi Cu!”.

Foram anos de chacotas.

Certa feita, num ato de cólera, Francisco fez uso de uma peça perfuro-cortante que transportava, e ceifou a vida de um de seus mais ferrenhos mangadores. Foi detido e de imediato levado à cadeia pública, onde ficou por um tempo aguardando julgamento.

No dia do juízo, atendendo às súplicas dos que rogavam pela libertação de Francisco, em defesa deste, fez-se presente diante do Júri o renomado advogado Quintino Cunha. Após as interlocuções vigorosas da promotoria, que pedia condenação com pena máxima para o réu, o Juiz deu a vez da defesa, à qual Quintino deu início:

- Meritíssimo Juiz, Ilustríssimo Doutor Promotor, Respeitabilíssimos

Jurados. Em defesa de Francisco eu tenho a dizer que… (Pausa).

Após alguns segundos de pausa, ele repete:

Meritíssimo Juiz, Ilustríssimo Doutor Promotor, Respeitabilíssimos Jurados. Em defesa de Francisco eu tenho a declarar que… (Nova pausa).

Após os novos segundos de pausa, ele torna:

- Meritíssimo Juiz, Ilustríssimo Doutor Promotor, Respeitabilíssimos Jurados. Em defesa de Francisco eu poderia falar que…

De imediato o Juiz esbraveja:

- MAS QUANTA DEMORA! O SENHOR IRÁ OU NÃO DAR INÍCIO À DEFESA?

Ao que Quintino replica:

- Repare só, Meritíssimo: Não faz sequer um minuto que eu só me dirijo a vós de forma respeitosa, e já provoquei vossa inquietação. Agora imagine Vossa Excelência, o que deve ter passado pelas idéias do pobre Francisco, após todos esses anos de achincalhamento e mangoça pública.

Seguindo, Quintino Cunha deu continuidade ao discurso de defesa. E com toda a eloqüência e poder de convencimento que lhes eram peculiares, conseguiu a absolvição do réu. Saiu do tribunal carregado nos braços por seus amigos, rumo ao botequim mais próximo.

Hoje, a maioria dos cearenses não sabe que foi Quintino Cunha. Nem mesmo os moradores do bairro que leva o seu nome o conhecem. Por isso é importante o repasse deste e-mail, para que a memória do precursor da molecagem cearense não caia no esquecimento.

Viva a irreverência cearense!

Viva! Viva Quintino Cunha!
 

sexta-feira, 9 de março de 2012

Mário Mendes Junior

ESTRANHA HOMENAGEM


sábado, 24 de abril de 2010

No alvorecer do dia sete de julho de 1942, em Baturité, na residência do cliente, na Rua Quinze de Novembro, lado do sol, poucos metros acima da Rua Hildo Furtado, o contador dava os últimos retoques na Declaração do Imposto de Renda da NOVA AURORA, loja de tecidos, chapéus, camas, colchões e miudezas da Rua Sete de Setembro. O guarda livro era José Maciel, cunhado e primo do dono da casa e da loja o Mario Mendes.

Terminada a missão os dois se aproximam do rádio. Ansiosos. Sintonizados na BBC de Londres, eles queriam escutar as notícias da Guerra da Europa.

A transmissão, direta para o Brasil, estava quase inaudível, por causa dos chiados e da zoada, lá de fora, porque, em plena madrugada, os comboieiros, aos gritos, estralavam os chicotes nas traseiras dos jumentos.

Os pobres animais com pesadíssimos caçoares arriados em cada lado das cangalhas, sem ninguém para controlar excessos, escambichados com tanto peso, traziam da serra produtos agrícolas destinados à feira.

Lá de dentro, da casa, de repente, ouvem-se gemidos nervosos da dona da casa. Ela estava em procedimento de parto. Os gritos de dor superam todos os sons, até que o alarido, pouco a pouco vai sumindo, e, enfim, dá lugar ao choro forte do segundo filho.

Quando dona Maroca Maciel de Paiva, a parteira, trouxe o recém nascido, todo asseado, e vestido num jaleco branco, para os primeiros afagos do pai, foi José Maciel quem primeiro falou:

- Este vai ser contador!

- Disso, não sei – respondeu o pai -, mas seu nome será uma homenagem a mim mesmo, Mario Mendes Junior!



Mário Mendes Junior

Romualdo Pereira Lima

AS CURRIOLAS

29 de dezembro de 2011 

Quem teve o prazer de ler os comentários do Hugo Pinheiro, remédio valoroso para a memória de qualquer um, na certa se deliciou de ver lembrado tantas personalidades, então juvenis, do universo urbano, “lá de baixo” e “lá de cima”, de Baturité, sempre reunidos na Praça Santa a valorizar a criatividade mesma das brincadeiras, próprias dali, nos anos entre 1945 e 1951. 

Pesquisador percuciente Hugo Pinheiro, em primeiro lugar rende homenagem à sua turma representada pelos “lá de baixo”, moradores da própria Praça Santa Luzia da Praça Santa e adjacências, a saber: Gilson Viana Martins (o Quirrite), ao Francisco Rocha Victor (o Neném); aos irmãos Rainá e Souzinha (filhos do Sr. Napoleão e Dona Raimundinha); José Alfredo Pinheiro, o Mandioca, Hugo Pinheiro (ele próprio, o Aguía) estes dois, irmãos de numerosa família; ao João Viana, (o João Caravana); ao Paulo Rocha; ao Luiz (o Loló da Dona Lica), ao Leônidas, ao Figueiredo, o “Aviador”; aos Joacy Pereira Lima e Romualdo Pereira Lima (filhos do Sr. Leôncio do Bar); ao Heleno, da família Arruda; aos irmãos Ivanirton e Airton Garcia, da Rua de Trás; Lindenberg e Cleto (filhos do capitão Faraó); aos irmãos Edmar, Eliomar (o Chinês) e Raimundo Alexandre (o Lambe-Lambe), estes três, filhos do Sr. Clarindo, comerciante do mercado residente no Calçamento (assim era chamada a Avenida Dom Bosco); Carlos Bandeira irmão da Lalá; Chico Victor (o Chico do Zé Lopes), Fernando Simões, Joselí Viana e Pinheirinho. Da peraltice destaca o famoso Benedito Mosquito pelo costume que tinha, nos tempos de São João, de estourar bombas debaixo de latas. À mania perigosa, Benedito, ainda, acrescentava o toque de maldade. Ao acender o pavio com fósforo, estando o rojão a explodir, além da lata que, rapidamente, colocava em cima da bomba, além disso, ele deitava, em cima da lata, um sapo cururu para, mediante o estouro, vê-lo subir com lata e tudo. 

Dos menores “lá de baixo” – João Rodolfo Pinheiro; os irmãos, Mário Mendes Júnior (o Maninho), Pedro Alberto Mendes (o Bebeto); Marcelo Victor (Cabeça de Gato); Inácio (da Dona Lili Viana); Toinho, João Alberto, Zé de Deus, Luciano Santana, Aristóbulo, estes da Rua de Trás; por serem da raia miúdas todos eram simplesmente expulsos do patamar da igreja quando os maiores chegavam para brincar de RUBALÉ.
Da turma “lá de cima”, moradores das bandas da Rua Sete de Setembro, Rua Quinze, Avenida Proença, Praça da Matriz e seus arredores, memorialista, Hugo Pinheiro desenha o nome daqueles que não podia esquecer, dos amigos Zé Helder (o Jacaré);; dos irmãos Augusto, Luiz e Zezé Alves; dos, outros irmãos, João Batista, Bení e Ernani Furtado; Rômulo Barsi; José Ábner e seu irmão Carlos de Castro; os também, manos, Gil, Zoró e Múrcio Furtado; do José Olavo e Ernani Leal Dantas, os dois, irmãos da Tetê do Aedo e Maria do Carmo; do Juarez e Eurico Arruda, os irmão mais novos da numerosa família do Sr. Raimundo Arruda.

 Dos bandalhos “lá de cima” o destaque ficou por conta do Luzardo Sampaio rapaz que dava muito trabalho a seu pai (o legendário dono do bar José Sampaio) que castigava as traquinagens do filho com boa “surra” de cinturão. Como uma coisa é “mapiar à toa e outra é falar com tento” Aguía tirou da cartola das diabruras duas figuras antológicas no cenário baturiteense de seu tempo: – O Miguelzinho Arruda, grande intérprete da música italiana e portuguesa, artista obrigatório dos programas promovidos pelas irradiadoras locais com a animação do Olavo Peixoto; e – Diderot Franco, que ao se embriagar desdizia da razão rasgando dinheiro. Numa dessas, atitude de doido confesso, uma vez quando rasgou várias cédulas de “um mil cruzeiros”, teve que ser internado pelo pai, intelectual e jurista Augusto Franco, num hospital psiquiátrico.

Mário Mendes Junior.

Raimundo Raul Correia Lima

Raimundo Raul Correia Lima

29 de dezembro de 2011
Nos últimos anos da ditadura de Getulio Vargas, a 21 de fevereiro de 1944, chegou nomeado prefeito de Baturité, pelo então governador em exercício Dr. Andrade Furtado, o crateusense Sr. Raimundo Raul Correia Lima, trazendo consigo o currículo político com a experiência de ter sido, anteriormente, prefeito, também nomeado, de Aurora e Icó.
Homem modesto, de parcos recursos, para poder se mudar, foi-lhe concedido pelo estado o custeio do transporte da família, inclusive de suas vacas preparadas para embarque na estação de José de Alencar. As vacas serviam para fornecer leite os filhos pequenos.
Chegado a Baturité com a esposa e dois filhos – José e Ana Zélia – o prefeito hospedou-se no Hotel Canuto, isso porque não gozou do privilégio de morar na residência destinada aos prefeitos, porquanto sua nomeação não agradava ao manda-chuva Ananias Arruda dono da aludida casa.
A prefeitura Raimundo Correia recebeu das mãos do professor Tito, moço muito estimado, motivo porque, até, temeu desagradar aos munícipes a quem o antecessor muito aprouvera, contudo, munido de experiência, o novo mandatário enfrenta de cabeça erguida o desafio.
Dos funcionários imediatos, Joel Furtado, José Furtado, Lica e dona Stela, esta, logo deixou a secretaria, talvez, por fidelidade ao coronal Ananias. Efetivos, os outros, de maneira profissional, principalmente diante da regulamentação de carreira que passou a remunerá-los e promovê-los de acordo com a capacidade de cada um, mostraram-se satisfeitos, ainda mais, no dia em que todos os cinqüenta, receberam os dez meses atrasados pelos antecessores, isso, mediante festa com cerveja, banda de música e espocar de foguetes sob as expensas do município. Da qualidade dos funcionários Raimundo Correia louva-se de ter nomeado secretária-tesoureira a Antonieta Alencar, moça inteligente e operosa administrativamente, ao mesmo tempo traça elogios ao Bertulino, de quem acabou compadre e seu Costa, bom eletricista, a Vicente Gregório, subprefeito de Capistrano, trazido de Aurora, de Raimundo Cosme e do Braulino responsável pela limpeza das ruas usando carrinhos de mão e uma carroça.
Naquele tempo, verdadeira apoteose, organizado por Ananias Arruda, acontecia o Primeiro Congresso Eucarístico, fazendo vibrar a cidade, mergulhada em estado de graça, de tal modo que, da população, quem não sabia cantar pelo menos lhe assoviava o hino.
Vendo-se excluído, mas forçado por Andrade Furtado, o prefeito não pôde ficar indiferente diante do acontecimento, porquanto, mandou limpar a cidade providenciou iluminação mais eficiente, estimulou a população a pintar a fachada das casas, colocou o carro da prefeitura à disposição do congresso, mandou melhorar a banda de música, muito embora o Sr. Ananias já tivesse conseguido outra em melhor condição. Na estação do trem, junto às autoridades Dr. Germiniano Jurema, Juiz de Direito, Dr. José Rolim da Nóbrega, Promotor Público, e o Sr. Pedro Silvino, Delegado de Polícia, como Prefeito Municipal recepcionou Bispos, Padres e Seminaristas convidados e, no mais os saudou-os, em discurso, no qual lhes entregava a chave da cidade.
Da lavra de Raimundo Correia, o livro “MINHA HISTÓRIA, TRABALHO, RECORDAÇÕES E PECADO, na parte dedicada a Baturité, mostra quão foi atribulada sua primeira administração, principalmente, pelo perfilhamento versus ao prestigioso Comendador. Das futricas políticas o livro destaca aquelas que o próprio prefeito executava em desfeita ao prestigioso coronel, a saber:
Achou de mandar, como realmente mandou transferir o sargento Delegado da Cidade que, por ordem do comendador, quis suspender, sem sucesso, uma festa na casa do Juiz;

Mandou podar uns fícus benjamins. Daí, acusado de destruir a arborização, acusado pelo Comendador, foi intimado a “justificar a inépcia” junto ao governador.

Acusado de não praticar a religião católica, foi argüido, pelo próprio Governador Pimentel;

Desagradou o Comendador ao facilitar que certo senhor Galvão, exibisse na prefeitura uma peça teatral já proibida por aquele;

Cedeu salão na prefeitura ao poder judiciário hostilizado pelos antecessores.

Prolongou a iluminação elétrica até o Hotel Canuto, para em conseqüência beneficiar a casa do Juiz às escuras por questões políticas;
Finalmente, acabou com o tabu que não permitia que se dançasse nos salões da prefeitura.
Da vida particular Raimundo Correia conta passagens inesquecíveis: nascimento, a 29 de maio de 1945, do quarto filho Francisco; outra ao morar no Sobrado dos Maciéis quando curou a coqueluche dos filhos com tangerina e jejum; outras ao se mudar para a antiga residência do José Pinto do Carmo, foi surpreendido por um incêndio, em seguida debelado por amigos; ainda naquela casa teve um empregado preto de nome Luiz que comprava carnes em seu nome e uma empregada que matou um peru tentando curá-lo de uma doença com água e cal; no quintal da mesma casa possuía uma engorda de porcos para venda.

Da dívida pública herdada, maiores que dois orçamentos, estas foram pagas com muito sacrifício mesmo não devidamente reconhecidas. Das outras realizações ao cortar verbas que oneravam a prefeitura, melhorou a, sempre precária, iluminação pública; instalou no sítio da prefeitura, antiga casa de Pedro Catão um campo de demonstração agrícola e venda de mudas enxertadas; tirou dos pobres necessitados a obrigação de pagar uma dívida ativa que lhes impuseram os antecessores.
Em maio de 1945. Com todo Baturité comemorando a queda de Berlim, com muita festa e o comércio totalmente fechado, a frente de tudo e de todos Raimundo Correia, partidário do acontecimento, não obstante o seu grande conceito na cidade foi demitido da prefeitura sem aviso prévio.

Certificado de que Andrade Furtado referendou sua demissão levado por Ananias Arruda, passou a prefeitura para Edmundo Bastos e, logo em seguida, mudou-se para Fortaleza, isso, com a ajuda da maçonaria e de alguns amigos, pois, na ocasião lhe faltava, até, o dinheiro para o transporte.
Pasmem os de hoje diante da honestidade dos de ontem.
Mário Mendes Junior.

José Ricardo Silveira

O QUARTEIRÃO SUCESSO (III)

27 de setembro de 2011 

Entre o armazém do Toinho Cardoso e a sapataria São José de José Pinto Garcez no ponto com largura pelo menos o dobro de qualquer outra do pedaço, JOSÉ RICARDO DA SILVEIRA, sem qualquer tipo de especialização, negociava com tudo que podia existir dentro de um armazém. 

Das quantas histórias se contam da vida de JOSÉ RICARDO DA SILVEIRA poucas falam do pioneirismo que tanto sucesso lhe trouxe na luta cotidiana que o fez vencedor em todas as diversas atividades que atuou tanto no comercio, na indústria na agropecuária e na política.

Através do trem José Ricardo recebia de Fortaleza açúcar, gêneros, enlatados, corda cordão, sabão, querosene, gasolina etc., e no mesmo trem mandava para Capital café, milho, feijão couros de animais domésticos e silvestres, mamona, oiticica, castanha e outros produtos da fauna e da flora regional comprados ou trocados em escambo. 

Perdido no tempo, ninguém recorda como se dava o abastecimento de gasolina – puxada do tambor por torçal bombeado pela força pulmonar, o frentista fazia o retalho – lata ou meia lata – a despejar no tanque do veículo. 

Pioneiro do abastecimento semi-automático foi Zé Ricardo quem instalou, na Rua Sete de Setembro, em frente ao seu armazém, com a bandeira da Shell, a primeira bomba de combustível de Baturité.
Da bomba de gasolina do Zé Ricardo, conta-se, houve um começo de incêndio que não se propagou graças à argúcia do seu Lulu, dono do ônibus que, agilmente, arregimentou gente que ao lançar areia sobre as chamas evitou desastre maior.

Muito atrasado, até a primeira metade da década de 1950, o povo de maneira geral, principalmente os dos arrabaldes, não conheciam sequer um picolé. Os poucos que tivessem saboreado o doce gelado, na certa o fizeram durante o Congresso do Seu Ananias – ocasião em que algum maluco comprou a idéia de trazer picolé para revender no extraordinário evento religioso.
Da viagem, o picolé chegava numa lata cilíndrica, esta, por sua vez, dentro de uma caixa de madeira cheia de gelo, raspa de madeira e sal, coisas certas para manter gélida a temperatura que garantia a vida do artigo – sem derreter.
Acontece que com o balançar do ônibus, pela trepidação própria da estrada de barro, o sal do gelo salgava o picolé que deste modo perdia a qualidade de doce, mas não de gelado.

A cidade passou mesmo a conhecer o verdadeiro delicioso picolé, e não só isso, mas também sorvete, sanduiches, salgados, refrigerantes e cerveja gelada no ponto quando, noutra vez Zé Ricardo, como desbravador, resolve instalar a moderna sorveteria que tomou a metade do seu amplíssimo armazém, a mesma que durante algum tempo passou a ser o local muito freqüentado pela população de posse.

Ainda faz parte do pioneirismo do Zé Ricardo a primeira loja de peças de veículos. Montada na Travessa Mattos a loja de peças e pneus atalhava que os motoristas e mecânicos – Zé Raimundo e Zé Aristides – que antes se dirigiam a Fortaleza para adquirir componentes necessários nos consertos.

Na política Zé Ricardo, em 1950, induziu o grupo de comerciantes amigos – Mario Mendes, Mesquita Pinheiro, Zé Farias, Zé Francelino, Zé Bruno Maciel, Oziel Rabelo, Adauto Pinto – membros de uma excursão que fizeram a Paulo Afonso para lançar candidatura própria do PSP – Partido Social Progressista. Escolhido o candidato Dr. Álcimo Aguiar, este só não se elegeu por causa da inesperada união das forças políticas antagônicas – Ananias Arruada e João Ramos – para derrotá-lo.

Candidato de muitos pleitos à Prefeitura ficou marcado no folclore político da Cidade uma suposta passagem onde o Zé Ricardo chamado para o fechamento de uma campanha, em palanque, crente de que estava munido do discurso elaborado pelo filho Aedo, tendo a frente um microfone e uma multidão aguardando sua palavra, começou a procurar o “improviso” mexendo e remexendo os bolsos do paletó.
Sem conseguir encontrar o tal discursos, como realmente não encontrou, inadvertidamente como a boca colada ao microfone, falou:
- Pois não é que os Filhos da Égua do outro lado roubaram meu discurso!

O certo é que desta ou de outra vez realizou o sonho de ser prefeito. Aconteceu em 1966 quando foi conduzido pelas urnas ao comando do município durante o período compreendido entre 25.03.1967 até o mesmo dia e ano de 1971, ocasião em que deixou toda cidade agradecida pelo muito que realizou.

José Ricardo da Silveira e sua esposa Dona Lourdes, tiveram os seguintes filhos, Aedo, Aécio, Aélio, Mirian, Adilson, Franzé e Inácio dos quais tivemos oportunidade de conviver e ser amigo dos mais velhos. 

Mário Mendes Junior.

Leoncio Pereira Lima


O BAR DO LEÔNCIO

No quarteirão sul do mercado, entre as bodegas do Zé André e do Joaquim Traçáia, bem de frente ao Barracão das Carnes, o boteco do seu Leôncio era o ponto mais eclético de Baturité nos anos quarenta e cinqüenta. Pai de uma família enorme, cidadão branco, limpo e educado, o seu Leôncio chegara à Baturité, talvez, na companhia do irmão Abel Pereira, este trazido por Elias Salomão para gerenciar a sua Casa Síria na Rua Sete de Setembro, isto, por volta de 1932.
Como os outros estabelecimentos daquele pedaço de rua o boteco, também, compensava o desnível do piso de acesso ao mercado com dois batentes de pedra tosca na porta da frente.

Uma bacia de barro para mergulhar a louça usada, um escorredor de madeira para receber os copos enxaguados, e, mais, uma balança de dois pratos metálicos, três os objetos elementares no tipo de negócio, compunham o balcão de tampo de madeira que dividia o espaço interno em dois ambientes.
Do lado de dentro o fiteiro com carteiras de cigarros, Asa, BB, Globo e Astória, da Cia Araken, ou Continental e Hollywood da Souza Cruz; nas prateleiras somente bebidas tradicionais – conhaque de alcatrão, vinhos e quinado Imperial -, e as nativas cachaças, das quais a preferida era a Estrela; num canto, uma mesa rústica cheia de tira gosto, de frutas da estação ou salgados vindos de fora; noutro canto uma caixa de cerveja, de madeira, com as garrafas, casco escuro, deitadinhas uma sobre as outras, cada uma encamisada de palha, portanto, livres da claridade e do perigo de se quebrarem. Do lado de fora do balcão um ou dois viciados, quase sempre, sentados nos poucos lugares das mesas. Eles esmolavam a dose de cana, que repartiam com o “santo”, derramando o sobejo no pé do balcão, prática que, até hoje, empesta os ambientes do ramo com odor impregnado da “água que passarinho não bebe”.
Preferido na cidade, o raio do lugar agregava os comerciantes, políticos emergentes, ricaços donos de sítios e outros tipos diversos, todos atraídos pelo serviço perfeito do dono e, é claro, pela cerveja Bohemia, esfriada no alguidá debaixo do pote cheio d’água fria vinda pelo encanamento da serra. Naqueles tempos, geladeira, só na padaria do português Manoel Simões que não vendia bebidas alcoólicas.
Freqüentador dos mais extravagantes, o comunista filho de latifundiário, Heitor Maciel, conhecidíssimo por sua insolência de ateu convicto, ao descer da serra montado numa burra de nome Favela, ao se apear defronte ao bar, antes de começar a beber, ordenava ao Leôncio que servisse à animália quatro garrafas de cerveja derramadas numa bacia. A mula depois de se saciar, lambia os beiços sem disfarçar o enorme prazer de sorver o líquido, para muitos, não indicado para animais de sela. 

Mário Mendes Junior.

domingo, 4 de março de 2012

Francisca Clotilde

A Árvore


Francisca Clotilde



Ao contemplá-Ia, triste emurchecida,

Os galhos nus, de folhas despojados

Sem a seiva que outrora tanta vida

Lhe trazia em renovos delicados;



Ao vê-la assim tão só, tão esquecida,

Tendo gozado dias tão folgados,

Ao som dos passarinhos namorados,

Que nela achavam sombra apetecida;



Ai! sem querer encontro semelhanças

Entre meus sonhos, minhas esperanças

E a mirrada árvore dolente.



Ela perdeu as folhas verdejantes,

Bem como eu as ilusões fragrantes

Que outrora me embalavam docemente.



...





Francisca Clotilde Barbosa Lima nasceu nos Inhamuns, a 19 de outubro de 1862, e faleceu em Aracati, em 1932.

Professora da Escola Normal de Fortaleza e diretora do externato "Santa Clotilde", que funcionou em Fortaleza, por três anos. Passou, depois, a residir em Aracoiaba, Baturité e Aracati, sempre dedicada ao ensino.

D. Francisca Clotilde foi jornalista, poetisa, dramaturga, escritora, sobressaindo-se em todas as províncias do pensamento com marcante atuaçâo.

Jornais, revistas, almanaques, do Estado, do país e do estrangeiro publicaram trabalhos seus, que andam por aí esparsos.

BIBLIOGRAFIA

COLEÇÃO DE CONTOS, 1897, Fortaleza, com prefácio de Tibúrcio de Oli¬veira; NOÇÕES DE ARITMÉTICA, Fortaleza, 1889; A DIVORCIADA (romance), Fortaleza, 1902; FABÍOLA (drama em 3 atos).

Ao que nos consta, deixou alguns trabalhos inéditos.

CRÍTICA E REFERÊNCIAS

Barâo de Studart (Dic. vol. prim., pp. 279-280; A. Sales (Dic. Bist. Geog e Etn. Brasileiro, artigo "Mulheres escritoras", p. 27); A República, 1902; Província do Pará, 1898; Cruz Filho (Bist. do Ceará); Dorgoval de MeIo (Mercantil, P. Alegre,

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Aristóteles Bezerra

JUVENAL GALENO
Autor: Aristóteles Bezerra, Transfigurações, 1938.




Exímio trovador foste sempre inspirado!

Que harmonia há nos teus versos de amor!

Com que satisfação, com que crescente agrado,

Eu leio os teus versos, imortal trovador!



Soubeste decantar o vaqueiro e o roçado!

Exaltaste a jangada e o heróico pescador!

“Cajueiro pequenino”, há de ser apontado,

Como o trabalho teu, de mais alto valor.



As lendas e canções da terra de Iracema

Merecem de ti, ora a estrofe e ora o poema,

Chegaram a inspirar-te esplêndidas canções.



Ler teus versos, - é ter-se arroubos de alegria,

É conhecer-se bem o poder da poesia

Que chega a comover os nossos corações!

domingo, 22 de janeiro de 2012

Francisca Clotilde

A MULHER NA POLITICA
Por:  Francisca Clotilde

Hoje, que o movimento progressista da humanidade se tem desenvolvido de modo extraordinário e animador, não é de estranhar que a mulher, deixando-se arrastar na onda de entusiasmo, fique ao lado do homem na luta pelas boas causas.

Desde os tempos mais remotos, vemo-la desempenhar um importante papel, apesar de ser considerada frágil e inconstante pelos espíritos pessimistas.

A história bíblica fala-nos de Débora doutrinando o povo à sombra das palmeiras e dando-lhes planos de batalha para repelir o inimigo; mostra-nos a linda viúva de Betúlia que, inspirada por Deus, penetrou no campo dos Assírios e conseguiu degolar o general Holofernes.

Ao lado de Judite destaca-se a figura não menos gentil de Ester que com uma diplomacia encantadora conseguiu vencer Assuero e salvar seus irmãos oprimidos.

A coragem de mãe dos Macabeus alia-se ao valor da mãe de Gracos, que ia ao templo agradecer aos Deuses em vez de prantear a morte dos filhos em defesa da Pátria.

Clotilde, a esposa de Clóvis, foi fundadora da monarquia francesa e à sua influência deveu a França um período de prosperidade e de vitórias.

Foi o próprio Deus que arrancou a pastorinha de Domremy à placidez de sua vida simples e atirou-a no campo da luta para fazer sangrar Carlos VII e salvar o império francês.

O nome de Joana D’Arc é venerado por todos e a Igreja a colocou entre os bem-aventurados porque o seu patriotismo irradiava os reflexos da virtude mais sólida, de pureza mais angelical.

Foi Catarina de Médicis a instigadora fanática dessa tragédia horrorosa que fez correr o sangue dos huguenotes na Saint Barthélemy e, quando a França se debatia agitada convulsionada na revolução cujo advento foi a tomada da Bastilha, as mulheres inflamaram-se e acompanharam os cidadãos nessa tentativa audaciosa de tomar a fortaleza secular sem temer os canhões, nem a guarda real, auxiliando, animando, batendo-se ao lado dos defensores da causa do povo.

Théroige de Mericourt, a revolucionária das ruas sobressaia nas caminhadas populares e foi Mme. Roland a alma da revolução cujo cérebro idealizava planos da mais alta política entre os Girondinos e cuja cabeça ao cair no cadafalso ainda teve lampejos de inteligência pelo bem do povo.

Em que pese aos obscuristas, o tempo do fuso e da roca já desapareceu na voragem do passado e hoje a mulher, se não tem o direito de se apresentar nos comícios eleitorais, porque a lei não lh’o quis ainda conferir, tem o direito sagrado de acompanhar o homem, máxime quando ele se bate pela pátria em seus dias nefastos e trabalha pela liberdade e pelo progresso.

Por que estranhar que se tenha criado a Liga Feminina em prol de uma candidatura que é a esperança de um Estado oprimido e digno de melhor sorte?

Porque censurar as manifestações a que as próprias crianças se associam com o sorriso nos lábios e a inocência lhes irradiando na fronte?

Falem contra a mulher cearense; eu aplaudo-a porque confio que a sua presença nestas festas populares é um prenúncio de triunfo para a boa causa e concito-a reanimar o valor de seus filhos e a ensinar-lhes que, acima dos governos mal inspirados, está a imagem da Pátria pedindo amor e sacrifício, impondo-se à nossa veneração, pairando serena e controlada como o céu que se desdobra sobre nossas cabeças lembrando-nos que Deus para reunir a humanidade teve também o concurso sublime de uma mulher que Ele colocou à sua destra, acima de todas as criaturas, no fastígio da glória e da imortalidade.



Francisca Clotilde In: Maria Stela Barbosa de Araújo. Mulheres do Brasil. Vol. 01, Fortaleza, Editora Henriqueta Galeno 1971, pp. 240-242. Pelo Ceará, pp. 2-5.

FONTE: Solar das Clotildes - http://solardasclotildes.art.br

Responsável: Rosângela Ponciano (bisneta de Francisca Clotilde).



Gildênia Moura (13.07.2009)

Francisca Clotilde

Francisca Clotilde nasceu em Tauá, Ceará aos 19 de outubro de 1862. Filha de João Correia Lima e Ana Maria Castelo Branco. Do sertão dos Inhamuns a família se mudou para a Serra do Baturité e de lá, a menina passou a estudar em Fortaleza, capital da Província, no Colégio Imaculada Conceição, de onde saiu apta para o magistério.


Ávida por liberdade, engajou-se no Movimento Abolicionista; já então se notabilizava pela vocação poética. Em 1884, por concurso público foi nomeada com o título de professora para a Escola Normal de Fortaleza. Concomitantemente ao trabalho de educadora, colaborou na imprensa em verso e em prosa: Cearense, Gazeta do Norte, Pedro II, O Libertador, A Quinzena, A República, Almanaque do Ceará, no Ceará; também na imprensa de outros estados brasileiros, como por exemplo, Almanaque das Senhoras Alagoanas; O Lyrio, de Recife; A Família, de São Paulo e Rio de Janeiro etc.

Ao ser demitida da Escola Normal (sua pena incomodava os poderosos), fundou externato próprio que funcionou em Fortaleza, depois em Baturité, de onde continuou colaborando na Imprensa.

Além de poetisa, foi também contista, cronista, jornalista, dramaturga e romancista. Em 1902 veio a público o romance A Divorciada. Pelo tema, há de se imaginar o abalo na sociedade e o preço que a romancista pagou pela "ousadia".

Em 1908 transferiu-se com a família, o externato e a revista A Estrella para a cidade de Aracati, onde passou 27 anos de sua vida dedicados à educação da Zona Jaguaribana.

Seus filhos Antonieta, Aristóteles e Angelita seguiram o exemplo da mãe - todos percorreram o árduo caminho de educar.

Faleceu em Aracati aos 08 de dezembro de 1935.

Ao ser fundada a Academia Feminina de Letras, em Fortaleza, sua ex-aluna da Escola Normal de Fortaleza, Alba Valdez, a tomou para madrinha.

Na Ala Feminina da Casa de Juvenal, Francisca Clotilde é patrona da cadeira que teve como primeira ocupante uma ex-aluna de Aracatis, Stella Maria Barbosa de Araújo. É nome de logradouro na cidade de Fortaleza. É nome de grupo teatral na cidade de Aracati. Nessa mesma cidade foi criada, por familiares e amigos da cultura, a Associação Cultural Solar das Clotildes (22/10/2005). É patrona da cadeira No. 11 na Academia Tauaense de Letras (05/03/2005). É nome do Centro de Referência da Mulher em Fortaleza (08/05/2006). Por último, a Câmara Municipal de Tauá aprovou projeto de lei que dá nome de logradouro à ilustre conterrânea.

Sua obra tem sido tema de monografia em várias universidades do Brasil.


 Anamélia Mota.

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Francisca Clotilde

Tenente Coronel Pedro José Pereira Castello Branco


Pai de:

1 - Anna Augusta Castello Branco Correia Lima

Nascida no Inhamuns (Tauá), falecida em Baturité. Casou-se em Baturité com o Tenente João Correia Lima, falecidos em Baturité, onde estão sepultados no Cemitério São Miguel.

Pais de:

1.1 - Francisca Clotilde Castelo Branco Correia Lima;
1.2 – Maria Edwirges Castelo Branco Correia Lima;
1.3 - Maria José Castelo Branco Correia Lima Thaumaturgo;
1.4 - Maria Conceição Castelo Branco Correia Lima do Rego Falcão;
1.5 - Maria Emilia Castelo Branco Correia Lima Lopes;
1.6 – Maria Castelo Branco Correia Lima.

1.1 - Francisca Clotilde Castelo Branco Correia Lima.

Nascida em São João dos Inhamuns (Tauá) em 19.10.1862 e falecida em Aracati a 08.12.1935. Escritora, poetisa, contista, cronista, dramaturga e Professora. Foi a primeira mulher a lecionar na Escola Normal de Fortaleza e uma das pioneiras dos movimentos de libertação dos escravos no Ceará e de emancipação da mulher.

Desde cedo, começou a colaborar na imprensa de Fortaleza, notadamente nos Jornais: A Evolução, O Domingo e O Libertador, tendo publicado uma coleção de contos e participado do clube literário. Em 1905, sua filha Antonieta Clotilde, fundou em Baturité, a revista Estrela, publicação literária mensal que circulou ininterruptamente por 15 anos, tendo sempre a cooperação de Francisca Clotilde.

Por motivos particulares, mudou-se para Aracati onde fundou o Colégio Santa Clotilde, que e onde lecionou até a sua morte.

Casou-se em primeiras núpcias com Francisco de Assis Barbosa Lima, após o casamento passou a chamar-se Francisca Clotilde Barbosa Lima.

Pais de:

1.1.1 – Ângela Clotilde Barbosa Lima (Angelita).

Nascida em Redenção a 19.12.1897. Uma das maiores educadoras da história do Aracati. Casou-se com Antonio Bernardo de Souza.

Pais de:

1.1.1.1 – Régis Bernardo de Souza.

Nascido a 06.01.1940. O professor Régis, fundador do Externato Kennedy, foi um marco na educação de Aracati.

Francisca Clotilde casou-se em segundas núpcias com Antonio Duarte Bezerra, Capitão Reformado e Professor.

Pais de:

1.1.2 – Antonieta Clotilde Duarte Bezerra.
1.1.3 – Aristóteles Duarte Bezerra.

1.1.2 – Antonieta Clotilde Duarte Bezerra.

Nascida a 04.04.1890. Desde criança habituou-se ao convívio literário. Foi jornalista, professora e poetisa. Fundou em Baturité, no dia 28/01/1905, a revista “A ESTRELLA” que lhe permitiu, até o ano de 1921, um permanente contacto com poetas, escritores e assinantes do Brasil inteiro.

1.1.3 – Aristóteles Duarte Bezerra.

Nascido em Fortaleza, a 29.05.1891. Já aos treze anos de idade demonstrava forte pendor para as coisas intelectuais, fundando o jornalzinho O Sol, editado em Aracati, Ce. Transferindo-se para Fortaleza, continuou a interessar-se pelo periodismo, tendo figurado no corpo redacional de revistas e jornais literários.

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Francisca Clotilde

Quadrinhas de Francisca Clotilde
NUM POSTAL
(Representando uma jangada)

Jangada, quando deslisas
Por estes mares azues
A gloria tu symbolisas
Da nobre terra da luz;



Onde num gesto altaneiro

O legendário dragão
Proclamou ao mundo inteiro
Guerra e morte á escravidão.

Francisca Clotilde

Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro – APERJ
Praia de Botafogo, 480 – 2º andar - Rio de Janeiro – RJ
CEP 22250-040 Tel.: (21) 9317-5380

‘Usos do Passado’ — XII Encontro Regional de História ANPUH-RJ 2006: 5

GÊNERO E TRAJETÓRIA BIOGRÁFICA: A HISTÓRIA DA OUSADA E
ESQUECIDA FRANCISCA CLOTILDE (1862-1935)

Luciana Andrade de Almeida
Mestranda em História Social da Universidade Federal do Ceará (UFC)

As mulheres não são como os homens – independentes entre si. As nossas almas são elas umas das outras e essa corrente enorme [...] estremece quando um elo se parte. [...] enquanto houver na terra uma mulher sacrificada, as outras não têm direito de cruzar os braços indiferentes.

Maria Lacerda de Moura (1887 – 1945), jornalista e anarquista mineira Ampliadas as áreas de investigação e pluralizados os marcos conceituais, algumas falas foram recuperadas no discurso da História, abrindo espaço para a incorporação de novas fontes, do privado e a experiência de outros setores sociais, provocando sua reescrita. Nesse contexto, os estudos de gênero procuram mostrar que referências culturais são sexualmente produzidas através de jogos de significação, relações político-econômicas e expressões de poder.

A centralidade deste estudo, nessa perspectiva, está no recolhimento das dimensões de várias naturezas da trajetória dessa personagem mulher, escritora, jornalista e professora em um determinado tempo, sem limitar-se a uma perspectiva linear e cronológica. Aqui se enfatizará a experiência de Francisca Clotilde e, através de sua trajetória, compreender sua expressão pública e investigar quais eram os lugares dela na sociedade, como era seu diálogo com intelectuais e porque, afinal, ela se tornou escritora. Nos registros que deixou, a evidência de que se tratava de uma mulher que não masculinizou
sua escrita, não buscou o universo masculino para se legitimar como escritora, nem nas temáticas ou no pseudônimo (feminino) adotado, Jane Davy. Os muitos veículos de que participou também permitem perceber a diversidade e a largueza de sua matriz de escrita que expressa, dentre outros elementos, uma
dimensão privada que emerge.

A trajetória biográfica é um gênero que vem sendo revisto e incorporado como lugar de reflexão e estudo, principalmente pela Micro-História, apresentando novas interpretações e silêncios, explicitando outras dimensões da individualidade e da relação indivíduo/sociedade. Repensar a individualidade dos sujeitos através de sua trajetória significa ampliar a percepção dos processos históricos, com um novo ponto de partida para se atingir e apreender aspectos de um período, além de dimensões sociais, históricas e políticas. Conhecer as experiências que singularizam um personagem não implica, de forma alguma, em deslocar sua vivência individual do contexto. Rupturas, permanências e mudanças ocorrem em um tempo e em uma ambiência que as tornam possíveis, nem que seja no espaço das margens.

Francisca Clotilde (19/10/1862 – 08/12/1935) é cearense de Tauá (antiga São João dos Inhamuns) e foi a primeira mulher a ser admitida para lecionar na Escola Normal, em Fortaleza, inaugurada a 22 de março de 1884. Viveu nos municípios cearenses Fortaleza, Aracati, Baturité e Redenção, teria participado da libertação de escravos no interior e, ao que consta, teve seis filhos, tendo sido casada mais de uma vez. Colaborou em jornais como O Domingo, A Quinzena, Revista Contemporânea, A República, na folha operária O Combate e no abolicionista O Libertador. Sonetos, contos, peças de teatro, poemas, traduções de folhetins de autores como Byron, Goethe e Gogol, críticas literárias e propagandas figuram em sua produção. Clotilde fez parte do movimento de cearenses precursoras da escrita feminina, em um tempo em que o ato de escrever, em si, era subversivo.

A diversidade e os níveis de tensão presentes na trajetória de vida e nos escritos de Francisca Clotilde revelam as várias contribuições que legou e os muitos interesses que a mobilizaram. Passou a infância na serra e na fazenda e, como grande parte das crianças, foi estudar em Fortaleza no Colégio Imaculada Conceição, “no qual estudavam as moças vindas do sertão, desejosas de uma instrução e uma educação melhor” (GIRÃO e SOUSA, 1987: 86). Aos 18 anos, em de 1880, casa-se com Francisco de Assis Barbosa Lima.

No Ceará, era tempo de ascensão econômica das cidades. Graças à exportação de algodão, a capital da província vivia dias de progresso e contava com calçamento, água encanada, iluminação a gás, telefone, caixas postais, bondes. O avanço também podia ser percebido no campo cultural e das letras, através da aglutinação de artistas, poetas e escritores em torno dos clubes e agremiações. No entanto, as secas de 1877 e 1879 forçaram um retrocesso nos interesses econômicos e culturais da elite de Fortaleza. Em xeque, o ideário de progresso forjado pelas elites da província. Problemas sociais e políticos emergiram, tornando-se enormes imbróglios que os discursos desenvolvimentistas e civilizatórios não puderam ocultar.

O ritmo lento e pouco imaginativo com o qual se desenrolaria a vida das senhoras era idéia que já dava sinais de desgaste, no último quarto do século XIX. O ingresso de Francisca Clotilde no magistério – dirigido e orientado exclusivamente por homens à época –, aos 20 anos de idade, é representativo do período de busca feminina por atividades, instrução e ofícios fora do ambiente doméstico. A maioria das mulheres com essa formação atuava como professora primária, uma das primeiras atividades fora do lar aceitas para as senhoras de classe média. Língua Portuguesa, Língua Francesa, Matemáticas Elementares, Geografia e História, Noções Elementares de Ciências Naturais, Pedagogia e Metodologia eram disciplinas ministradas às normalistas. Dois anos depois, em 1884, Clotilde passa a ser a primeira professora da Escola Normal no Ceará.

Zilda Menezes (2002) aponta que, apesar da permissão do ingresso de uma professora na Escola Normal, havia resistência e preconceito em relação às normalistas. Não é difícil compreender as tensões em relação à escola que visava formar educadoras. Em uma época em que a mulher deveria nortear a existência em direção a casamento e filhos, não era interessante estimular espaços para a atuação no mercado – fatalmente, elas teriam de se dividir entre o lar e a profissão. Daí a ambigüidade do papel da Escola Normal em uma sociedade que respirava progresso e civilidade, mas apresentava resistências a mudanças comportamentais, principalmente entre as mulheres.

De certo modo, o magistério foi desqualificado e convertido em extensão da tarefa doméstica e maternal, desvalorizando as mobilizações de mulheres que se articulavam em torno da instrução feminina e da necessidade deformação de professoras. Contudo, era um grupo que começava a se definir e já não podia mais ser marginalizado.

O letramento e a educação feminina no Ceará ocorriam, para algumas mulheres, em outros ambientes além da Escola Normal (a partir de 1884), como sociedades e clubes literários que reuniam a elite intelectual e ajudavam a redefinir a organização econômica, política e social da província. A década de 1880 foi um período de intensa atividade intelectual, quando começou a ser construído um repertório que poderia ajudar a repensar os caminhos de gestão da província, incluindo ideais como República, liberalismo e abolição da escravidão. O movimento era acompanhado pela ascensão da imprensa como veículo de divulgação desse ideário.

A campanha abolicionista e a proliferação de agremiações entusiasmaram algumas mulheres de letras, como Emília de Freitas, Alba Valdez, Serafina Ponte e Francisca Clotilde. Em janeiro e março de 1883, Emília de Freitas discursou para a nova sociedade abolicionista feminina Cearenses Libertadoras (instalada em 6 de janeiro do mesmo ano e dirigida por Maria Tomásia), e Francisca Clotilde publicou em “O Libertador” – principal órgão abolicionista – poemas saudando a abolição na capital cearense (24/5/1883) e no Estado (25/03/1884).

Em 1886, segundo Leal, Clotilde “integrava o Clube Literário, do qual A.D.Bezerra era um dos fundadores” (1996: 73), onde “desfruta o conceito de hábil filigranista e contista” (MONTENEGRO, 1953: 109). Do Clube – inaugurado em 15/11/1886 e cujo principal fundador foi João Lopes – participaram como sócios efetivos Antônio Bezerra, Oliveira Paiva, José de Barcelos, Rodolfo Teófilo e Francisca Clotilde, entre outros, que escreviam para a revista A Quinzena, que circulou entre 15/1/1887 e 10/6/1888. Nas reuniões noturnas, os presentes discutiam obras literárias, faziam palestras e leituras em grupo. O Clube “franqueava aos sócios, todos os dias, das 10 da manhã às 10 da noite, a leitura de jornais e revistas de Fortaleza, da Corte e demais Províncias e dos livros publicados na Corte e no estrangeiro” (OLIVEIRA, 2000: 37-8).

Desse período, datam numerosas colaborações de Clotilde nos jornais O Domingo e no abolicionista O Libertador, do qual participavam figuras de projeção, como Rodolfo Teófilo, Clóvis Beviláqua e Juvenal Galeno. Em 1886, ela redige com Duarte Bezerra e Fabrício de Barros o jornal científico e literário A Evolução. Raimundo Girão e Maria da Conceição Sousa caracterizam a participação da escritora em jornais e revistas, falando dos versos que assinava, “de teor românticoconfessional ou paisagístico, já em provas, nesta incluída e dramática, a de ficção e também de um ativo e atrevido jornalismo ideológico e político” (GIRÃO e SOUSA, 1987: 86). Sua produção literária ainda inclui Coleção de Contos (“belo romancete de propaganda abolicionista”, na opinião de Barão de Studart), 1897; Noções de Aritmética, 1889; A Divorciada, 1902; Fabiola (drama sacro em três atos) e Pelo Ceará (série de artigos editados na Folha do Comércio, por volta de 1911).

A literatura representava um campo seleto para as mulheres e as críticas nem sempre eram receptivas(1). A maioria das literatas brasileiras da época acumulava atividades de escrita, trabalho didático – mais ou menos profissionalizado – e o jornalismo, na divulgação das muitas propostas de teor feminista, com certo engajamento político. Um dos primeiros jornais femininos foi, possivelmente, segundo Buitoni (1981), o carioca O Espelho Diamantino, de 1827. Desde então, outros periódicos(2) foram fundados com a intenção de tratar questões ligadas às mulheres e assimilaram problematizações de caráter político, incluindo o direito ao voto.

As mulheres oscilavam entre tradição e modernidade em relação à condição feminina e, às vezes, escreviam de modos distintos – defendendo ora um ponto de vista conservador, ora idéias avançadas. Algumas rompiam com estruturas sociais que lhes eram impostas na vida pessoal, mas não se permitiam libertar na escrita ou vice-versa. A atuação de Emília de Freitas (1855-1908), Serafina Pontes (1850-1923), Alba Valdez (1874-1962), Ana Facó (1855-1926), Ana Nogueira Baptista (1870-1965), Henriqueta Galeno (1887-1864), Adília de Luna Freire (s/d), as irmãs Abigail e Maria Sampaio (s/d), Amélia e Olga Alencar (nascidas pelos anos 1880), Francisca Clotilde (1862-1935) e outras tantas apresentava contradições, pluralidades que não podiam ser abarcadas em um conceito como “feminismo”, mas, talvez, “feminismos” (SILVA, 2002).

1 Cf. SOIHET, Rachel. Sutileza, ironia e zombaria: instrumentos no descrédito das lutas das mulheres pela emancipação
In: PUPPIN, Andréa Brandão, MURARO, Rose Marie (Org.). Mulher, gênero e sociedade. Rio de Janeiro: Relume
Dumará, 2001.
2 Entre 1850 e 1910 a imprensa escrita e dirigida por mulheres tornou-se numerosa, com dezenas de jornais e revistas
editados em várias regiões do país. São exemplos: O Jornal das Damas (Pernambuco), O Recreio das Senhoras (Bahia); O
Bello Sexo (Rio de Janeiro); A Violeta Fluminense (Rio de Janeiro), Eco das Damas (Rio de Janeiro), A Família (São Paulo /
Rio de Janeiro), A Mensageira (São Paulo), O Feminista (Alagoas), O Jornal das Damas (Pernambuco), O Escrínio (Rio
Grande do Sul), O Corimbo (Rio Grande do Sul).


Mesmo imprimindo em sua obra imagens e conceitos aparentemente tradicionais em relação à produção de escritoras do mesmo período, é possível entrever a busca de espaços na qual Clotilde se empenhava. Em seus textos, repletos de flores e belas descrições, a reapropriação do “tradicional” se opera na perspectiva de negociação, nas margens. “Mesclando imagens e estereótipos já consagrados pela sociedade do período, como a imagem da mulher santa, caridosa, bondosa e com deveres sagrados, Francisca Clotilde vai pouco a pouco tentando inserir a mulher no mundo público e na participação política” (SILVA, 2002: 62). Em sua trajetória, é possível perceber os limites do campo social e relações entre normas e práticas, expressando possibilidades de atuação dos atores históricos no período. Clotilde situava-se na liminaridade, entre a ruptura e o status quo. Incorporava elementos da luta feminina que surgia às estruturas existentes de uma sociedade eminentemente patriarcal e ainda pouco habituada à presença das mulheres nos campos públicos da política e da literatura. Colares ressalta que chega a espantar “o porte de suas ousadias, no campo do jornalismo, onde a palavra da escritora, que é de boa tessitura estilística, é posta a serviço de um ideário singular, quando não inteiramente conflitante com os preconceitos sociais então vigentes na sua província” (1977:56).

Como uma nova forma de sociabilidade e reflexão delas sobre si mesmas, a literatura torna-se ferramenta de inserção da mulher no ambiente social, no qual valores como maternidade e casamento começam a ser questionados e, principalmente, rivalizados por uma série de novas idéias. No século XIX, a escrita se apresentava atrelada ao saber. Ambos estavam relacionados, de certo modo, ao poder e eram “forma de dominação, ao descreverem modos de socialização, papéis sociais e até sentimentos esperados em determinadas situações” (TELLES, 1997).

Em abril de 1893, Francisca Clotilde abre seu próprio colégio em Fortaleza: o Externato Santa Clotilde, que funcionou por apenas três anos (STUDART, 1910: 279). Não se sabe o motivo de seu rápido fechamento nem da volta da escritora ao interior, dois anos depois. Uma possibilidade seria que a provável separação do segundo companheiro, Antônio Duarte Bezerra, tivesse motivado seu retorno.

Ele fora professor de Ciências Matemáticas em Fortaleza e capitão reformado em 1886, por motivos de doença. Por essa razão, teria passado a se dedicar às atividades intelectuais e, como Clotilde, redigiu um livro didático para a Escola Normal, “Elementos da Aritmética”. Há relatos de envolvimento de Duarte Bezerra com bebidas e jogos. Segundo Abelardo Montenegro, “Ninguém [...] precisou mais do divórcio do que Clotilde” (1953: 111). Ele afirma que Bezerra enlouqueceu e foi internado no Asilo de Alienados do Rio, de onde fugiu. “Clotilde desejava ardentemente construir um novo lar. Não podia, pois não sabia se o marido vivia ou não. A sua inteligência foi cada vez mais se deixando envolver pelos tentáculos do misticismo” (1953: 111). Silva afirma que a relação dos dois “[...] rendeu uma série de preconceitos e pequenas lutas diárias travadas em uma sociedade onde as mulheres deviam se resguardar e se resignar na manutenção de um casamento, mesmo sem amor, até o fim dos seus dias” (2002: 60). Naquele tempo, era importante para a mulher manter o nome de senhora “honesta e respeitável [...] numa sociedade que prezava as aparências e as posições sociais” (2002: 60).

A mais conhecida obra de Francisca Clotilde é celebrizada, em parte, por sua temática e pelo esquecimento que lhe foi imposto. Na introdução de A Divorciada (1902), a autora apresenta o romance como “[...] uma história singela de duas criaturas que se amaram com pureza, e as quais o destino torturou acerbamente antes de dar-lhes a felicidade almejada” (CLOTILDE, 1996: 81-2). A publicação foi recebida com indiferença, como aponta Otacílio Colares: “[...] o estabelecimento de uma espécie de cinturão de gelo, um clima pior que o de combate – o da indiferença total e mesmo criminosa, porque significou omissão de toda a geração contemporânea da autora” (1977: 59-60)
A narrativa fora escrita cerca de cinco anos após a mudança de Clotilde de Fortaleza para Redenção (1897), onde é ambientada parte da história. Maneira de revelar e marcar sua trajetória sem se expor diretamente: reminiscências evidentes da vida da escritora podem ser encontrados no romance, que, pressupõe-se, tem características autobiográficas, percebidas em detalhes como o casamento quando muito jovem, os vícios do marido, a mudança da cidade para o interior, o estigma da mulher separada, a infelicidade de se perceber solitária e com filhos para criar. O apreço de Artur, marido da protagonista Nazaré, por jogos e bebidas remete aos relatos sobre Duarte Bezerra. Assim como Nazaré, Francisca Clotilde parece ter suportado os sofrimentos impostos pelo vício, em nome do amor e de seus filhos.

O problema biográfico no âmbito da História traz a tona o oficio do historiador e sua relação com a narrativa literária. Através da construção do discurso, é possível apreender indícios esparsos de atos e palavras do cotidiano existentes, sem estabelecer em torno deles esquemas de racionalidade limitados e, muitas vezes, anacrônicos. A narrativa – nem sempre linear – permite abrigar em seu interior a extrema fragmentação da biografia individual em múltiplos tempos que não seguem itinerário coerente ou determinado e é repleto de idas e vindas, ambigüidades em ações e pensamentos dos atores na superfície social.

O que se apreende é que o título do romance e a história pessoal da escritora se entrelaçam e são bem mais polêmicos que o enredo da obra em si. Como se o título, a primeira vista, “prometesse” ao leitor a história de uma heroína “feminista e avançada”. O enredo, no entanto, apresenta-se mais conservador que o esperado e não rompe com o poder patriarcal. A iniciativa do divórcio, aqui, é tomada pelo homem da casa, pelo pai de Nazaré. A protagonista, aparentemente resignada, “depende” da vontade do pai e confia na providência divina para solução dos problemas. “Não desgostaria o pai casando contra a vontade dele; mas também não se sacrificaria aceitando por marido um homem que não amasse. Estava sempre a ouvir dos graves inconvenientes de um casamento sem amor” (CLOTILDE, 1996: 133). Mas será que a “transgressão” de Clotilde não estava exatamente na escolha do título provocador e na escrita do romance com temática tão controversa para a época? Para Colares, “É interessante verificar como Francisca Clotilde, nos idos do princípio desde
século, encarava o divórcio como solução tão lógica e plausível” (1977: 76). Rompendo com algumas “verdades” estabelecidas na época, preconceitos e conveniências sociais, sua narrativa mostra a importância do casamento com um amor desinteressado, espontâneo e eterno. Para Abelardo Montenegro, A Divorciada “analiza êle os problemas do lar, a função do filho no casal, o casamento por conveniência, a intromissão dos pais no ato da escolha. Tudo é examinado à luz da moral dominante. A mulher cearense ainda tem o esposo escolhido pelos pais. A regra geral, entretanto, vai cada vez mais cedendo às exceções” (1953: 110).

Várias escritoras – e esse pode ser o caso de Clotilde – encontraram nos romances, na construção de personagens e nesses novos cenários, a oportunidade de escrever suas inquietações e críticas, que não poderiam ser expostas publicamente em texto assinado de próprio punho. Modo de se resguardar, permitia a expressão através de corpo e voz dos personagens, seguindo a lógica dos pseudônimos.

Há que se problematizar, através do discurso narrativo (que caracteriza a trajetória biográfica), os silêncios e vozes deixados, analisados na perspectiva de permissão: Clotilde também se produziu ao público, através da escrita pública. Em suas memórias públicas e privadas (como seu diário), a dimensão da posteridade e a possibilidade de nos “deixar” perceber as relações que permeavam os universos onde atuou e as decisões ou opções tomadas por ela. Como em uma “biografia autorizada”, ela oculta e exibe determinados aspectos – nos permite ver como quer ser mostrada e como gostaria de ser lembrada. A abordagem biográfica – que, composta de múltiplos traços, esboça uma trajetória – focaliza a experiência do sujeito, não se preocupando em reconstituir sua “vida”. Ela emerge como instrumento para que o pesquisador perceba a importância das ações individuais, problematize e historicize o cotidiano, os sujeitos e suas experiências, ampliando a compreensão da História e sua escrita.

Referências Bibliográficas
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Francisca Clotilde

Francisca Clotilde Barbosa Lima nasceu nos Inhamuns, a 19 de outubro de 1862, e faleceu em Aracati, em 1932.

Professora da Escola Normal de Fortaleza e diretora do externato "Santa Clotilde", que funcionou em Fortaleza, por três anos. Passou, depois, a residir em Aracoiaba, Baturité e Aracati, sempre dedicada ao ensino.
D. Francisca Clotilde foi jornalista, poetisa, dramaturga, escritora, sobressaindo-se em todas as províncias do pensamento com marcante atuaçâo.
Jornais, revistas, almanaques, do Estado, do país e do estrangeiro publicaram trabalhos seus, que andam por aí esparsos.

BIBLIOGRAFIA
COLEÇÃO DE CONTOS, 1897, Fortaleza, com prefácio de Tibúrcio de Oliveira; NOÇÕES DE ARITMÉTICA, Fortaleza, 1889;
A DIVORCIADA (romance), Fortaleza, 1902;
FABÍOLA (drama em 3 atos).
Ao que nos consta, deixou alguns trabalhos inéditos.

CRÍTICA E REFERÊNCIAS
Barâo de Studart (Dic. vol. prim., pp. 279-280;
A. Sales (Dic. Bist. Geog e Etn. Brasileiro, artigo "Mulheres escritoras", p. 27);
A República, 1902;
Província do Pará, 1898;
Cruz Filho (Bist. do Ceará);
Dorgoval de MeIo (Mercantil, P. Alegre).

domingo, 15 de janeiro de 2012

Francisca Clotilde

A força motriz de uma grande mulher

"No meio de meus trabalhos, quando o desânimo se apodera de mim, quando me sinto prestes a esmorecer, o amor que voto a meus filhos me conforta e me dá estímulos para prosseguir na luta".


FRANCISCA CLOTILDE