domingo, 12 de janeiro de 2014

Júlio Maciel




Biografia
(l888-1967)

Estamos nos aproximando cada vez mais da fase pré-modernista e do Modernismo, quando muitos poetas já vão tentando, por conhecimento ou intuitivamente, deixar a ortodoxia do Simbolismo e do Parnasianismo, mas, curiosamente, fazendo ainda reverência ao sentimento romântico. No caso de Júlio Maciel, quando larga as amarras formais (sonetos de rimas irregulares), assina seus versos com pseudônimo.

Júlio Barbosa Maciel nasceu em Baturité, no dia 28 de abril de 1888 e cedo transferiu-se para Fortaleza, onde estudou no Colégio Colombo e no Liceu do Ceará. Viaja para o Rio de Janeiro para estudar na Faculdade de Direito. Formado, volta ao Ceará e terá um grande périplo como Promotor Público pelo interior do Estado, Quixeramobim, Baturité, Crato. Foi juiz ainda em Caririaçu, Cedro, Assare, Icó, Russas, Granja.

Como poeta, começa cedo Júlio Maciel a lidar com os versos, publicando seus sonetos nas revistas 31 de Agosto e Fortaleza, isso quando andava ainda pelos quinze anos de idade, em 1902. Ainda colabora noutra revista de Joaquim Pimenta, Terra da Luz, em 1908. Os poemas reunidos, em livro de estréia, só saíriam em 1918, Terra Mártir. O segundo livro só virá em 1943, Poemas da Solidão.

Obra poética definida, os cearenses destacam dois, de fato, extraordinários sonetos de Júlio Maciel, Jacarecanga e Verde, em que o poeta, com dicção forte e pessoal, exalta o passado histórico do Ceará e o verde na "ressurreição do Sertão rudo".

Para o crítico e também poeta Sânzio de Azevedo, o segundo soneto citado é "um dos mais belos de toda a poesia cearense", pelo apuro formal, pelo lirismo, e que poderá ser lido daqui a vinte anos "com o mesmo prazer estético, sem o ranço que costumam criar as ortodoxias".

Júlio Maciel pertenceu à Academia Cearense de Letras, onde ocupou a Cadeira de nº 28, patrono Mário da Silveira. Morreu em Fortaleza no dia 8 de abril de 1967.

Antonio Jeronimo de Barros



Capanema - Pará
O município de Capanema está localizado a nordeste do Estado do Pará, na Micro região Bragantina,

Os anos de l900, l9l5, l9l9 foram de grandes secas nos sertões nordestinos. Nessa época, Já existiam em nossa região, algumas veredas que eram usadas por boiadeiros para transportar gado do Maranhão para Bragança, Quatipurú ou área vizinhas.
Em l900, acossado pelas secas nordestinas e a procura de terras fêrteis, chegou em Belém, vindo de navio, um casal que veio de Baturité no Ceará, eram: o senhor Antônio Jerônimo de Barros e sua esposa, dona Luzinha.

Baturiteeenses na Guerra do Paraguai - Francisco Antonio de Oliveira Sobrinho



Francisco Antonio de Oliveira Sobrinho - Nasceu em Baturité a 23 de Outubro de 1844, sendo seus paes o Coronel Manoel Antonio d'Oliveira e D. Francisca Leopoldina d'Oliveira.

Tendo feito os estudos primários na cidade natal, seguiu para o Recife, matriculou-se no Imperial Instituto de N. Senhora do Bom Conselho e, concluídos os preparatórios, entrou para a Faculdade de Direito na qual se diplomou em 1870. Quando alumno do 3.o anno offereceu-se como voluntário e seguiu para a Campanha do Paraguay donde regressou com as divisas de capitão por actos de bravura.


De volta ao Ceará, exerceu os cargos de juiz municipal dos termos do Pereiro e Jaguaribe-mirim e honrou a tribuna politica como deputado provincial. Com a proclamação da Republica foi nomeado juiz de casamentos da Fortaleza, e fez parte da Assembléa Constituinte, mas a revolta das tropas federaes tendo apeado do governo ao general José Clarindo de Queiroz, foi elle demittido do cargo e viu-se afinal forçado para manter-se e a numerosa família a procurar recursos, como muitos outros, nas regiões inhospitas da Amazónia.

Alli, em Manaos, entregou-se á advocacia e redigiu o Amazonas Commercial, como em Fortaleza fora durante o ostracismo politico um dos redactores do Norte.


Falleceu a 4 de Outubro de 1897 em Fortaleza, victi-ma de padecimentos pulmonares aggravados com sua estada das regiões do extremo Norte. Poucos dias depois de sua morte Drumond da Costa, José Lino, Rodrigues de Carvalho e outros distinctos amigos de Oliveira Sobrinho publicaram uma Polyanthéa, significativa demonstração de apreço aos méritos do illustre morto.


Oliveira Sobrinho é autor de um poemeto intitulado Sonhos do livre, que dedicou a José de Alencar; d'O Escravo, drama em 3 actos, Recife, Typ. Mercantil de C. Q. Muhlert & C.a, 8.o de 117 pags. publicado em 1870; de Julia, drama lido na Escola Popular de Fortaleza e sobre o qual Th. Pompeu escreveu uma critica em um dos Cearense de Abril de 1875 e de Mario ou as Desventuras de um voluntário, romance publicado em folhetim no jornal Constituição de Fortaleza em 1869.

O drama O Escravo deu-lhe entrada no Grémio Dramático do Recife ao lado de Castro Alves, Joaquim Villela, Almeida Cunha e outros bellos talentos daquella epocha.
Consta que deixara ainda em manuscripto uma biographia do senador Thomaz Pompeu, uns apontamentos para a historia do abolicionismo no Ceará, que ninguém melhor que elle poderia escrever attento a parte saliente que tomou nessa campanha gloriosa, e uma traducção dos Cânticos de David.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Baturiteenses e a Guerra do Acre






Também na celebre campanha do Acre, que havíamos desbravado com sacrifícios, e que a habilidade patriótica do imortal Rio Branco aproveitou para engrandecer a Pátria, alem de Benvindo Soares de Oliveira, Luiz Soares, Raimundo Lobo, Francisco Caterno e outros, salientou-se o famoso Coronel Alexandrino Jose da Silva, da família plebea conhecida pelo cognome de Bala, e que foi o terror dos inimigos pela sua intrepidez.

                                                                                                                                      Pedro Catão.

Heróis Baturiteenses da Guerra do Paraguai





Na memorável campanha contra o Paraguai, prestamos também o nosso contingente, distinguindo-se entre outros os veteranos Antonio Negreiros, Dr. Francisco de Oliveira Sobrinho, Francisco Freire Jardim, João Leonel do Nascimento (Nasceu em 1841 e faleceu em Baturité em 16 de janeiro de 1889, aos 48 anos de idade. Deixou esposa e filhos em tenra idade), Luiz Rodrigues Sousa (que perdeu uma perna na batalha do Riachuelo) e João  Taumaturgo, que perdeu seus dois irmãos Lucio e Puriano Taumaturgo, mortos em combate (João Taumaurgo, pai de João Taumaturgo Filho, cidadão que exerceu influencia em Reriutaba-Ce, onde hoje existe uma Praça em sua homenagem), sobressaindo Manuel da Cunha Moreno, homem do povo, de cor preta, que se distingui por sua bravura e continuou laureado, como Negreiros, no posto Militar.

                                                                                                                                        Pedro Catão.